Quando o corpo pede socorro!

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Se você está passando por uma fase estranha, com algumas pequenas dores, desconfortos, com uma certa angústia, uma nostalgia e até uma insatisfação em geral, fique atento, pois pode ser o seu corpo te dando um recado!

O nosso corpo fala, a nossa natureza fala. É fato!

 

Muitos de nós passam por fases inteiras e sequer notamos as mudanças e os avisos que o nosso corpo envia. Nossa mente inconsciente, principalmente, usa o corpo como um emissor de várias mensagens que não estamos treinados para ouvir. Na verdade, nossa natureza é preparada para ouvir (sentir) estas mensagens e nos impelir à agir, mas a vida moderna, a evolução, o excesso de ferramentas, conhecimentos e todo um arsenal de coisas modernas que ocupam nossos pensamentos o tempo inteiro, estão nos impedindo de ouvir os sinais mais básicos do nosso corpo.

 

Quando conseguimos ouvir, nos apressamos em nos sentenciar com as mais severas avaliações possíveis: Ah é frescura... Você só está com preguiça... Está insatisfeita com tudo... Está metida... Não dá valor ao que tem... Sim, isto pode acontecer, mas também pode não ser fruto da nossa imaginação ou da nossa insatisfação constante.

 

Muitas vezes pode ser um grito de socorro!

 

Nossa vida moderna nos empurra o tempo inteiro à atingir novos objetivos, à ficar mais rica, à ganhar mais dinheiro, à ser mais bonita, à ser mais magra, à ser mais fashion, à ser mais famosa. Nosso corpo está aprendendo a lidar com isto tudo, entretanto este movimento está acontecendo tão rápido que a nossa pobre massa física não está tendo tempo de digerir todo este processo. E o que acontece interim?

 

Dores, doenças, insônias, obesidade e uma série de outros sintomas que vão aparecendo silenciosamente, mas que na verdade podemos chamar de resultados. Sim, são resultados da nova estrutura de vida que implantamos a nós mesmos.

 

Enquanto vamos nos forçando a um estilo de vida que não nos é natural enquanto “animais” o corpo vai lidando com isto da maneira que pode. Aprender a ouvir estes sinais é o primeiro passo para melhorar de vida.

 

Um exemplo: um trabalho que oprime, que não tem a ver com a capacidade natural da pessoa, um trabalho que é apenas um meio de vida, de pagamento de contas... Em um primeiro momento pode ser tranquilo de conduzir, mas se uma acomodação ali é forçada, o corpo começará a enviar os sinais esperando que a pessoa tome uma atitude. Então a pessoa começa a colecionar problemas, que são individualmente pequenos, mas que com o tempo tiram toda a sua qualidade de vida.

 

Outro exemplo: um relacionamento que não é frutífero, que não tem amizade, companheirismo e quiçá amor. Nele, muitas vezes, a pessoa se acomoda também por meio de vida, por medo de enfrentar o mundo sem companhia, por medo do que os outros vão pensar, enfim... É neste momento que o corpo começa a gerar os problemas, as dores, o cansaço, o desequilíbrio bioquímico.

 

O objetivo aqui não é entrar na área médica, aliás quem sou eu para me atrever a isto, mas o objetivo aqui é, sim, treinar a auto-observação, a auto análise, o carinho consigo mesmo, o amor próprio, o autoconhecimento. SIM, precisamos nos conhecer, precisamos viajar para dentro de nós mesmos, precisamos encontrar a faísca de luz que existe dentro de nós. Ela pode estar lá torturada em uma situação que ela não consegue viver.

 

E não estou falando de depressão. Estou falando do que acontece conosco antes da depressão se instalar. Precisamos estar atentos aos sinais, pois enquanto estamos recebendo estes sinais, significa que o corpo está lutando e que está tentando mostrar. Entretanto quando a depressão se instala, muitas vezes já significa que o corpo desistiu de lutar e se entregou. Quando acontece isto o caminho de volta já está mais longe, a luz já se apagou e a pessoa tem que voltar via estrada escura.

 

Precisamos enxergar os sinais e voltar ainda enquanto é dia e enquanto há luz no caminho.

 

Alguns sinais (sintomas) que não devemos deixar de notar:

  • A dor de cabeça leve que quase não é percebida
  • A insatisfação constante com a rotina diária
  • A vontade aguda de comer (mesmo sem estar com fome)
  • A falta ou excesso de sono
  • A dificuldade de dormir
  • O cansaço exagerado após um dia de trabalho normal
  • A falta de paciência com nossos filhos ou com aqueles que amamos
  • A vontade recorrente de ficar sozinho, isolado, deitado, etc...
  • As dores no pescoço, no rosto, nos ombros, nos músculos superiores das costas,
  • As dores nos pés e nas mãos

 

Todos estes sintomas e muitos mais, que sentimos no dia a dia, sequer notamos ou quando notamos, não damos a devida atenção, são sintomas de que o corpo pode estar gritando socorro, e ele grita socorro por aquele espírito que mora dentro de nós, e que, provavelmente estamos oprimindo e fazendo sofrer.

 

Todos nós viemos aqui com algum talento ou habilidade específica. Todos de nós, no momento da partida para a “experienciação”, tínhamos um acordo tácito com o criador, como se fosse uma missão. Esta missão envolve trabalho, envolve nossa linha mestra de vida, envolve nosso talento fundamental e este talento fundamental une o que temos mais facilidade de fazer com o que mais gostamos. Esta junção (de facilidade com prazer) nos deixa em fluxo, nos deixa alinhados com a criação e deixa nosso espirito leve e feliz.

 

Não tem a ver com quantidade de trabalho ou afazeres diários, mas tem a ver com o trabalho certo. Ou qual outra resposta poderíamos ter para a comparação de duas pessoas: uma que trabalha muito, fazendo aquilo que se identifica totalmente, suplantando todo o cansaço, comparada com aquela outra que teria um trabalho tranquilo e privilegiado, mas que vive cansada, doente e infeliz?

 

É simples. Uma está no lugar certo e outra no lugar errado.

Mas como saber se estou no lugar certo? O corpo fala.

 

Quando estamos no lugar certo estamos leves, o trabalho flui, somos produtivos, somos criativos, somos fortes e destemidos. Já teve um trabalho ou uma tarefa que se sentiu assim? Claro, quase todos nós já experimentamos isto, porém nem sempre percebemos.

 

O exercício é pensar, sentir o corpo, sentir o trabalho que é mais confortável de ser executado. Aquele trabalho que o corpo executa mesmo cansado em detrimento àquele trabalho que o corpo se cansa só de pensar em executar.

 

Quando passamos a ouvir os sinais do nosso corpo acontece uma expansão de consciência. Esta expansão de consciência nos permite tomar melhores decisões, trabalhar nossos medos, olhar para frente com mais esperança e, principalmente, ser mais feliz no presente, pois é somente ele que faz parte de nossa vida neste momento.

 

Vamos deixar o corpo fazer sua parte, pois ele por si só por si só, nos impelirá à mudança. A única coisa que precisamos fazer é dar a ele as opções.

 

Por: Valeria Effgen

Uma apaixonada por refletir sobre tudo, principalmente sobre a vida e os negócios de forma que gerem valor e significado.
Além de refletir faço consultorias focadas em Plano de Negócio, Estratégia e Planejamento Financeiro.

 

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