Coronavirus e a nossa falta de fé

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Uma epidemia global somente comparada à peste negra que dizimou aproximadamente 10% da população mundial e 30% da população da Europa na idade média.


Quase todo mundo foi infectado e aqueles que não morreram, em última análise, foram considerados sortudos ou abençoados.


Tiveram aqueles que se alarmaram e tiveram aqueles que não se preocuparam. Os dois grupos tiveram baixas. Nada parecia fazer sentido.


Hoje não está muito diferente. Apesar de toda a tecnologia capaz de mapear a origem, o padrão de circulação da epidemia, o caminho por onde se alastra, quem mais morre, quem mais sofre, os locais onde se tem mais risco e várias outras nuances.


Temos tecnologia para reportar, gráficos para analisar, sistemas para monitorar, mas parece que nada disto está fazendo o problema em si diminuir.


Pessoas estão morrendo. Algumas poucas pelo vírus e muitas por medo.


O medo está se espalhando muito mais rapidamente do que a gripe. Está fazendo com que pessoas amigas, irmãs e companheiras discutam, briguem para ter razão e se afastem.


O medo está fazendo com que as pessoas se esqueçam de quem verdadeiramente são e de que a Centelha Divina do Criador vive dentro delas.


Este momento é realmente muito peculiar, infelizmente muitos sofrerão e até perderão suas vidas, mas ainda é possível ver inúmeras nuances positivas que geram oportunidades de grandes mudanças para o mundo:

  • Teremos oportunidade de ser mais solidários com nossos irmãos;
  • Perceberemos que consumimos demais, comemos demais, bebemos demais e nos distraímos demais. Ficaremos cansados disto;
  • Entenderemos que, nesses momentos caóticos, pouco importa se somos ricos, temos dinheiro sobrando ou faltando. Estamos todos sujeitos ao problema na mesma proporção;
  • Seremos obrigados a ficar mais tempo com nossas famílias e com as pessoas que verdadeiramente estão conosco para o que der e vier;
  • Veremos o quanto o excesso de notícias sensacionalistas e informação inútil nos envenena.


Possivelmente entenderemos como a vida é realmente simples.


A primeira fase da epidemia é a oportunidade com menos dor. Podemos facilmente, com alguma reflexão, perceber tais oportunidades. Tudo vai depender do nível de entendimento de cada um.


Mas terão aqueles que ainda assim resistirão e não se conformarão com as medidas necessárias, com a calma necessária e a desaceleração que estamos obrigados a adotar.


Haverá aqueles que procurarão proteger a si mesmos a todo custo e antes de tudo, não deixando seus funcionários fazer quarentena, não desistindo de funcionar suas empresas e colocando a vida de pessoas em risco.


Sempre haverá aqueles que precisarão de mais dor para mudar.

Aqueles que não percebem a sutil chamada da mudança pelo amor, pela fé e pelos joelhos dobrados.


Esta epidemia é uma grande oportunidade para termos fé.

Fé em Deus, no Criador, na Centelha Divina que habita em nós, no nosso poder de união, de salvação, de mudança.


É tempo de amor. Amor ao próximo, amor àquele que vive conosco, às crianças que são as maiores resistentes, aos nossos empregados, aos moradores de rua, aos trabalhadores de serviços de risco, amor a todas as Centelhas.


Acima de tudo é hora de enxergarmos que somos todos parte do mesmo Espírito. Que não importa se professamos nossa fé de determinada maneira, ou de nenhuma, mas que somos todos frutos da mesma fonte.


Que não importa o nível social, intelectual, de aparência e de religiosidade de cada um, que todos estamos no mesmo barco.


É hora de dobrarmos os joelhos. Termos fé e aproveitarmos este momento para nos converter no amor ajudando tudo quanto for possível sem descanso.


Separe um momento do seu dia, ou dois, ou três. Separe o que for possível. Mantenha o coração direcionado, pense em todos com amor, envie pensamentos de amor, ame o planeta, os animais, as crianças, a Criação e o Criador.


Ame a “simples”

EXISTÊNCIA DA EXISTÊNCIA.


E saiba de uma coisa. O vírus também faz parte da existência como um todo, portanto também tem um propósito maior.


Nunca se esqueça que nada acontece sem que Deus, em última instância, PERMITA.


Pense nisso!

1 Comentários

Muito bom seu texto. É necessário refletirmos sobre isso e tentarmos tornar o mundo um lugar melhor depois que tudo isso passar.

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