Resenha: ESCRITORES DA LIBERDADE com Hilary Swank

Uma professora de High Scool americano que nos dá uma lição de perseverança e amor incondicional.


Vou te contar rapidamente uma história real, emocionante e inspiradora, sobre a professora recém-formada e idealizadora Erin Gruwell e seus desobedientes alunos recém contemplados com um projeto de integração escolar.


Minha ideia é te inclinar a assistir o filme, e lógico, ler o livro caso tenha interesse, portanto para isso preciso tentar não te dar muito spoiler. Vamos lá:


O filme se passa na década de 90 quando os Estados Unidos colocaram em prática uma lei de integração escolar de adolescentes com histórico policial. Eles eram em sua maioria, negros e imigrantes. Viviam à margem da sociedade, convivendo com a violência e falta de esperança.


A escola na qual se passa o filme teve uma evasão dos antigos alunos, chegando a se parecer com um "reformatório" por ser vigiada e cheia de regras de controles que visavam "travar" os ímpetos dos alunos.


Ocorria que este clima é que fazia com que os alunos se tornassem mais revoltados ainda. É sempre aquela velha máxima "MAIS DO MESMO" , ou seja, se eles vinham do ambiente socialmente insalubre a escola criava um ambiente insalubre para recebê-los, portanto nada mudava e eles continuavam convivendo em lugares diferentes, mas com o mesmo ambiente que tinham fora da escola. Ali brigavam  e até se violentavam.


Até que um dia chegou a professora, interpretada por Hilry Swank, cheia de amor e vontade de mudar o mundo. Logo a diretora a adverte para não usar seu colar de pérolas verdadeiro que ela havia ganhado do pai. O colar realmente parecia ser importante para ela. A professora estava, realmente, muito empolgada e a diretora tentou de todas as maneiras dissuadí-la, porém sem sucesso.


No decorrer do filme a professora começa a lecionar, é ignorada pelos estudantes no início, mas sempre se mantém persistente, até que teve uma grande oportunidade ao se deparar com uma situação de bulling entre os alunos.


Neste momento ela aproveita para introduzir o assunto do holocausto e mostrar a eles, que até então se achavam os únicos sofredores do mundo, sem mesmo terem saído do seu próprio bairro, que houve pessoas que passaram por situações tão massacrantes quanto eles ou mais. Que "perderam uma guerra", mas mostraram para o mundo como o ser humano é capaz de ir longe em monstruosidade.


[Um parêntese meu aqui:] Nenhuma morte é em vão. Sei que olhando para esta tragédia do holocausto de frente, o que vemos é insanidade e total falta de sentido, mas o que ocorreu em si é extremamente importante para percebermos que, entre outras coisas, precisamos limitar o poder das pessoas que estão na liderança, que precisamos enxergar os seres humanos como UM TODO e que os países e raças são apenas linhas imaginárias desenhadas em mapas, as quais acreditamos que são reais, por pura osmose.


Voltando ao filme, vemos uma professora que não se abateu pela situação e pela rejeição. Que buscou com todas as suas forças, mostrar outras perspectivas aos seus sofridos alunos, que mais sofriam pela ignorância e o sentimento de serem relegados, do que pelas suas condições de vidas em si.


Ela não desistiu. Seu pulo do gato, sendo professora de literatura, foi quando fez a dinâmica do diário, na qual os estuantes escreveriam seus sentimentos sobre a vida e sobre o que quisessem em seus cadernos e teriam a liberdade de deixá-la ler ou não. No final todos deixaram.


Ela foi questionada pelo Marido, que perto de tanto propósito na vida dela, acabou por se comparar e se sentir fracassado. O casamento acabou e ela ficou desolada. Continuou sua jornada.


Seu pai, que havia ensinado a ela tantos valores, principalmente o valor de SEMPRE FAZER O QUE É CERTO, nem acreditava tanto assim no que havia ensinado, mas ensinou bem. Chegou, inclusive a repetir para a filha: "É só um emprego. É só você arrumar outro".


Ela se recusou, havia aprendido muito bem! O tempo inteiro ela agia ensinada sob seus ensinamentos.


Há três cenas que me marcaram profundamente:


1 - Em um jantar que ela conseguiu organizar em um hotel, no qual o pai teve um imprinting de amor ao olhar a filha realizada, feliz, amando as pessoas e as fazendo felizes. Ele percebeu ali o ser humano que havia criado.


2 - A cena na qual a senhora alemã que escondeu Anne Frank em sua casa, cintando que teve medo e fez mesmo assim e, quando ouviu do aluno que ela era sua heroína, disse a ele: Não, vocês é que são os heróis, pois vivem o que vivem, escapam da morte a cada dia que passa e ainda estão aqui cheios de esperança.


3 - Quando o pai diz a ela, chorando após perder o marido, repensando o que fazer para continuar ajudando aqueles adolescentes, ou seja, na loja (como dizemos no popular). Vou repetir a frase aqui, pois não tenho palavras para transcrever de melhor forma:


VOCÊ FOI ABENÇOADA COM UM FARDO!


É isso! Fardo é bênção. Fardo é propósito. Fardo é a melhor coisa que o Universo (Deus) pode colocar na nossa vida. 


Bem, vou terminar aqui, se não vou acabar te contando o filme todo. Realmente falou muito forte em mim. Busco fardos!


Sobre a professora?

Nunca deixou de ir pra escola com seu colar de pérolas. Se recusou a tratar seus alunos como delinquentes, os amou o tempo inteiro. Arrumou dois empregos extras, inclusive nos fins de semana, para proporcionar com que os alunos conhecessem a vida fora do gueto e teve seu presente: Recebeu o amor dos seus alunos e os viu transformados pela esperança.


É uma história real. Ela conseguiu ficar com eles nos 4 anos do high scool americano. Fundou, juntamente com esta turma, uma fundação para orientar as crianças naquela situação, publicou o livro com seus diários. Venceu seu fardo!


Ah ela trabalhava dia e noite! Mas isto é só um detalhe! O ingrediente principal foi o amor. O seu amor incondicional.

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