Quanto de dinheiro você precisa para ser feliz?

QUANTO DINHEIRO VOCÊ PRECISA PARA SER FELIZ? 
PENSE NISSO E DIGA UM NÚMERO!


Muitos de nós não estamos satisfeitos com o quanto temos neste exato momento. É por isso que estamos constantemente buscando um aumento no trabalho, renda, fazendo amizade com parentes idosos e apelando para bilhetes de raspadinha de loteria, apesar de sabermos da improvabilidade de ganharmos.


É loucura questionar quanto dinheiro você precisa para ser feliz? Claro que não! Devemos nos questionar sobre tudo o tempo inteiro.


A noção de que o dinheiro não pode comprar a felicidade existe há muito tempo, mesmo antes de toda esta nova energia entrar em voga. Mas mesmo sabendo disto, é fato que há uma conexão perceptível entre dinheiro e felicidade. Não surpreendentemente, as pessoas com um padrão de vida confortável, aparentemente, são, aparentemente, mais felizes do que as pessoas que vivem na pobreza.


O ponto que trazemos aqui é da renda adicional, que certamente não nos traz nenhuma felicidade adicional, uma vez que já atingimos aquele padrão confortável.


O número mágico que define esse “padrão confortável” varia entre indivíduos e países, mas  no exemplo dos Estados Unidos, parece variar em torno de US $ 75.000 por ano. 


Usando dados da Gallup coletados de quase meio milhão de americanos, pesquisadores da Princeton descobriram que as rendas familiares mais altas estavam associadas a melhores estados de espírito em geral. Entretanto, os efeitos benéficos do dinheiro diminuíram após a marca de US $ 75.000 (o que no Brasil se converteria em aproximadamente R$ 300 mil por ano.


A pergunta é, por que então, que tantos de nós nos preocupamos em trabalhar tanto depois que alcançamos um nível de renda suficiente para sermos felizes? Uma razão é que nossas ideias sobre a relação entre dinheiro e felicidade são equivocadas


Na pesquisa conduzida com uma amostra nacional de americanos, as pessoas pensavam que sua satisfação com a vida dobraria se ganhassem US $ 55 mil em vez de US $ 25 mil, ou seja, o dobro do dinheiro, duas vezes mais felicidade. 


Porém os dados mostraram que as pessoas que ganharam US55 mil eram apenas 9% mais satisfeitas do que as que ganhavam US 25 mil. Nove por cento supera zero por cento, é claro, mas ainda é meio decepcionante quando se espera um retorno correspondente à adição de receita.


O que fazemos com o nosso dinheiro desempenha um papel muito mais importante do que quanto dinheiro fazemos. 


Imagine que três pessoas ganhem 1 milhão na loteria. Suponha que:

- Uma delas corra para comprar cada coisa que sempre quis; 

- Uma outra coloca tudo no banco e usa o dinheiro com parcimônia, para ocasiões especiais; 

- A última dá uma grande parte para caridade. 


Todos eles tiveram uma receita adicional de 1 milhão. Muitos de nós, provavelmente, seguiriam a estratégia da primeira pessoa, mas os dois últimos provavelmente alcançarão maior nível de felicidade e realização pessoal.


Nós geralmente pensamos em ter mais dinheiro visando comprar mais e mais das coisas que gostamos, ter casas maiores, carros mais sofisticados, tomar vinhos melhores e assistir televisores mais finamente pixelados. Mas essas tendências típicas de gastos (comprar mais para nós mesmos) são ineficazes para transformar dinheiro em felicidade. 


Uma década de pesquisa demonstrou que, se você insistir em gastar dinheiro consigo mesmo, deve passar de comprar coisas (TVs e carros) para viver experiências (viagens e saídas especiais). 


Indo um pouco mais além, uma pesquisa recente chegou a mostrar que, além de comprar mais experiências, em muitos casos, as pessoas se sentem mais felizes simplesmente comprando menos ou mesmo comprando para os outros.


Saber a medida da indulgência é muito difícil e, a maioria quase sempre segue a linha dos excessos. 


Embora o conceito de excesso de indulgência seja provavelmente muito familiar para qualquer um que já participou de uma ceia de natal, na qual saiu passando mal. A pesquisa mostra que o ato de ser benevolente e generoso um pouco mais do que a média, detém uma chave para gerar mais felicidade a partir do dinheiro.


Em um estudo recente conduzido por Jordi Quoidbach ,   um público amante de chocolates, comeu um pedaço generoso e depois se comprometeu a se abster de chocolate por uma semana. Outro grupo precisou comer tanto chocolate como poderia. Ou seja dois extremos.


Se você gosta de chocolate, pode pensar que os alunos que comeram mais se deram bem, mas não, eles pagaram um preço. Pois quando eles voltaram na semana seguinte para outra degustação de chocolate, gostaram menos de chocolate do que na semana anterior. As únicas pessoas que gostaram do chocolate tanto na segunda semana como na primeira foram aqueles que comeram menos. Isto significa que deixar de consumir temporariamente, independente de termos dinheiro para comprar, pode renovar nosso prazer de consumir as coisas que amamos.


USAR o seu dinheiro para promover a felicidade por meio da auto indulgência exige uma mudança de comportamento e mais autocontrole, com certeza. Mas há outro meio cientificamente comprovado de aumentar a felicidade que você obtém com seu dinheiro: não o usar em si mesmo.


Imagine andar pela rua para trabalhar e ser abordado por uma moça que lhe entrega um envelope que contém R$ 100 e um pedaço de papel que lhe diz para gastar o dinheiro em algo para si mesmo até o final do dia. Parece bom não é?. Agora imagine que o pedaço de papel lhe dissesse para gastar o dinheiro com outra pessoa. 


A ideia sugere que, usar dinheiro para efetivamente beneficiar alguém te deixaria mais feliz do que comprar um objeto qualquer que você esteja com vontade de comprar.


Quando a pesquisa acompanhou as pessoas que receberam dinheiro na pesquisa, percebeu que aqueles que foram designados para gastar com os outros relatam maior felicidade do que aqueles que dizem gastar com eles mesmos. Em países como Canadá, Índia e África do Sul, as pesquisas apontaram que as pessoas são mais felizes quando gastam dinheiro em outras pessoas do que consigo mesmas.


A ideia aqui é a generosidade. 


É claro que, deixar de adquirir as coisas que são necessárias, pode nos tirar aquele bem-estar que procuramos, mas quando já temos o necessário, ficamos muito mais felizes quando temos a oportunidade de fazermos outros felizes.


Não exite em ser generoso, assim dará um valor imensurável ao dinheiro que, por si só, somente poderia te dar coisas materiais, as quais valem muito menos do que sorrisos.


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